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POIS BEM levantou que convênio de cooperação entre Município de Cascavel e a Coopavel, feito em 2010, foi denunciado pelo Ministério Público sob alegação de que o então  prefeito Edgar Bueno cometeu improbidade. Há poucos dias o ex-gestor e o secretário de Obras da época,  empresário Paulo Gorski, foram condenados pelo juiz substituto Nathan Kirchner Herbst. Eles terão que pagar à prefeitura em torno R$ 37 mil, sendo R$ 25 mil do principal e multa. O advogado deles, José Alberto Dietrich, recorrerá ao Tribunal de Justiça, pedindo anulação da pena. O MP pleiteou devolução de R$ 66.980,00 atualizados, o que levantaria o total a mais de R$ 110 mil, e não teve êxito. Nathan levou em conta só o pedaço particular beneficiado com as máquinas da Sesop. No processo os sentenciados preservaram  seus direitos políticos porque o magistrado desconsiderou ter havido intenção de cometer crime e nem viu enriquecimento ilícito. A Coopavel tem perto de 5.000 associados e mais de 5.100 funcionários. O faturamento do ano passado chegou aos R$ 2,5 bilhões.

Coopavel pagou

Segundo a defesa, a prefeitura fez em torno de 80% da obra asfáltica na parte externa do acesso da empresa,  ou seja, em área pública. Outros 20% contemplaram trecho no pátio da Cooperativa. O Município entrou com maquinário e a mão de obra. A Coopavel pagou o material asfáltico e outros insumos utílizados dentro e fora, além da fresagem, bancando em torno de 80% da despesa total do serviço. A alegação da dupla de que o cofre público foi preservado acabou desconsiderada na avaliação do magistrado. Nem a justificativa frisando o potencial da Coopavel em gerar empregos e impostos sensibilizou o juiz. Dietrich confia reverter no TJ.

 

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